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"A Internet não é uma rede de computadores, é uma rede de pessoas"
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Marcadores: campus party
Os visionários são homens que modificam a direção tomada pela humanidade e mostram um novo caminho. Quando esses viosionários tem o poder do marketing em sua retaguarda, isso se torna bem mais fácil.
Alguns morrem - Sócrates foi um deles.
Alguns obtém sucesso e fama - Steve Jobs foi um deles, Jay Chiat foi outro.
O que resulta do trabalho conjunto de dois visionários sempre é uma disrupção - algo que muda todos os padrões vigentes.
Vamos relembrar um desses momentos em que a humanidade toma outro rumo em determinado segmento.
O comercial da Apple lançado no Superbowl em 24 de janeiro de 1984, intitulado "1984".
Discurso feito pelo imperador “Big Brother” no filme publicitário “1984”:
“My friends, each of you is a single cell in the great body of the State. And today, that great body has purged itself of parasites. We have triumphed over the unprincipled dissemination of facts. The thugs and wreckers have been cast out. And the poisonous weeds of disinformation have been consigned to the dustbin of history. Let each and every cell rejoice! For today we celebrate the first, glorious anniversary of the Information Purification Directive! We have created, for the first time in all history, a garden of pure ideology, where each worker may bloom secure from the pests of contradictory and confusing truths. Our Unification of Thought is a more powerful weapon than any fleet or army on Earth! We are one people. With one will. One resolve. One cause. Our enemies shall talk themselves to death. And we will bury them with their own confusion! We shall prevail!”.
Tradução para o português:
“Meus amigos, cada um de vocês é uma simples célula na importante organização do Estado. E hoje, esse corpo expurgou a si próprio dos parasitas. Nós triunfaremos acima da imoral disseminação dos fatos. Os inimigos e seus destroços foram atirados para fora e a venenosa erva daninha da desinformação tem sido relegada à lata de lixo da história. Deixemos que cada célula se regozije! Hoje celebramos o primeiro e glorioso aniversário da informação diretiva da purificação! Nós criamos pela primeira vez em toda a história, um jardim de pura ideologia, onde cada trabalhador deve florescer seguro das pestes de verdades confusas e contraditórias. Nossa unificação de pensamento é a mais poderosa arma que qualquer frota ou exército da terra! Nós somos uma pessoa com uma vontade, uma solução, uma causa. Nossos inimigos os irão próprios para a morte e nós os sepultaremos com suas próprias confusões! Nós triunfaremos!”
Frente a IBM, o Big Brother da época, que estava em todos os lugares com seu sistema homogenizador, o anúncio caiu como uma padra, muito pesada, nos sapatos lustrados dos executivos da Big Blue.
A Jobs e a Chiat deve-se o mérito de ter interpretado os anseios de uma época em que as pessoas queriam liberdade e queriam participar de um novo mundo de tecnologia que se abrilhantava perante seus olhos, mas que lhes era negado.
Do mesmo modo que a Internet chegou em um momento em que a massa ansiava por comunicação, interatividade e participação, que o iPod chegou em uma época em que a massa ansiava por mobilidade e entretenimento, que outros poucos produtos souberam interpretar o mundo da época - a Apple soube enxergar tais anseios e transformar isso em dinheiro e venda Macs.
Um brinde aos visionários - a eles que nos mostram o caminho.
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Marcadores: apple, steve jobs
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Marcadores: jazz, john coltrane, miles davis
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Marcadores: economia digital, empreendorismo, Internet
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Vocês já devem ter visto, mas vale a pena postar aqui de novo...
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Marcadores: honda, marketing viral, viral
O assunto nas rodinhas de tecnologia desse carnaval não é o desfile da Magueira e nem o bloco de carnaval em Salvador, mesmo porque muitos dos que mexem com tecnologia não gostam de carnaval. O assunto é a possível compra do Yahoo! pela Microsoft.
Li um recente artigo sobre isso que colocou alguma luz sobre o assunto.
A Microsoft, apesar de todo o seu poderio, está sentindo que o gato pode ainda não ter subido no telhado, mas está olhando fixamente para ele e está pronto para pular.
Com o mundo off-line se direcionando para o on-line, muito do que a Microsoft construiu ao longo dos últimos quase 30 anos pode ir por água abaixo da mesma maneira que o mimeógrafo, as páginas amarelas ou a máquina se escrever foi (Na verdade as páginas amarelas ainda não foram, mas, se tratando de listas impressas, o gato delas já subiu no telhado, faz tempo).
A Microsoft, e particularmente o Windows, sendo vista com um ar de "só uso porque dependo" pelos consumidores perde terreno para um concorrente que atua, e muito bem, por sinal, em uma área em que o WIndows não é realmente necessário - a Internet.
O Google é o destino de 65% das buscas no mundo enquanto o mecanismo de busca da gigante, 4%.
Seus US$60 bi de faturamento não a estão deixando muito tranqüila. Bill Gates, certa vez disse, estamos sempre a 18 meses da falência. Talvez a Microsoft esteja percebendo que a contagem regressiva já começou a uns 8 ou 10 meses e precisam correr para não deixar essa bomba explodir.
Alguns analistas dizem que a compra do Yahoo! pode dar um fôlego, tanto a Microsoft quanto ao Yahoo!, porém, a soma dos dois não dá um Google em termos de domínio de mercado. 75% de toda a propaganda online vão parar nas mãos dele.
Mas a Microsoft está pensando diferente.
Ao invés de brigar pelo Google pelo primeiro lugar, ao que parece ela está querendo mais é eliminar um segundo lugar do Yahoo! Parece mentira, mas a Microsoft está se contentando com um modesto segundo lugar.
Lógico, para chegar ao primeiro é preciso passar passar pelo segundo.
Já ouvi algo muito sensato outro dia: "Tudo bem que o Googleé o destino da maioria dos usuários em termos de busca, porém, para ele chegar até lá, terá que ao menos ligar o computador, e estará sob domínio da Microsft desde as primeiras luzes de seu monitor.
Não tenho dúvidas de que será uma boa briga, resta saber o que o Google vai fazer para revidar, provavelmente entrar no mercado de softwares a-la-Office.
A briga promete não só ser emocionante, como nos bons tempos de Microsoft versus Apple e isso, todos sabem.
Não vamos nos esquecer porém, de que, no final, nós é que iremos decidir o vencedor. Como em um Big Brother high tech, o cidadão comum é que vai decidir no voto, digo, no Browser, quem ganhará essa batalha.
Situação confortável essa, não?
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Conrado Adolpho
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